Eu e minhas frases

14 de agosto de 2008

Aleatórias. Ao longo dos anos. Sobre qualquer assunto. Um pouco de mim. Sóbria ou não.

Ouso um pouco, mas em alguns momentos sou tradicional e opto pelo óbvio, assim como o título escolhido pra esse texto. Foi o primeiro que me veio à cabeça e assim ficou.
São frases ditas, pensadas ou escritas por mim que, se analisadas, podem quem sabe refletir um pouco da minha personalidade.

Você talvez se pergunte qual interesse teria em ler frases minhas. Confesso também não saber, mas pensei que poderia em alguns casos divertir alguém com meus delírios, e em outros fazer pensar em algo que eventualmente a frase sugira. Umas são explícitas, outras nem tanto. E aí, cabe a cada um fazer sua interpretação pessoal.

Vamos a elas:

- E se a gente não dormisse nunca?

- Homem bom é aquele que não dá trabalho.

- Desculpe, gênia pensando

- Tenho vontade de beijar aquela boca até nossas línguas caírem de tão podres.

- Nada a declarar sobre a cronologia da ordem das frases.

- Não estou em busca do perfeito, mas do certo.

- Ele me causa efeitos físicos e químicos.

- Limpar a bunda com papel sulfite.

- Se espinha de peixe fosse homem, eu tava feita. Elas têm atração por mim.

- Eu queria lágrimas nos meus olhos, mas elas não caíam.

- Homem é muito bom, pena que não vende em farmácia.

- Você conhece alguém tão bem a ponto de reconhecer rapidamente todas as suas feições?

- Eu fiz confissões demais.

- Aquele bar é meu matadouro.

- É passado, não presente. Mas não se pode dizer se será futuro…

- Ele é um mistério e isso me excita.

- Pena que o Jun Sakamoto não faça parte do cardápio.

- A inteligência me seduz.

- Violate me!

- Nós somos as potrancas, e eles os pangarés.

- Cardápio do dia: Fulano in natura.

Second Life

8 de agosto de 2008

Y!: _ Nossa, com esse monte de personalidades dentro da cabeça, você nunca pensou em participar do “Second Life”?
Muta: _ Bem, quer saber mesmo?

Y!: _ Diga…
Muta: _ Meu, já não dou conta direito nem da minha “First Life”, imagine então ter que lidar também com uma segunda!?

Y!: _ Ok, não está mais aqui quem falou.

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Notas do Editor:

MMR: _ E olha que essa história de “Second Life” já nem é novidade…
Editor: _ Mas… E tem mulher boa lá?
Von Elefantihishtoven: _ Será que a bizarrice reina solta por lá? Hum, possibilidades, possibilidades!
Velho: _ Meus filhos, eu sei que sou novo por aqui, mas… Esqueci o que ia dizer…
Muta: _ Podem parar com essa balbúrdia, pois temos que nos concentrar é na nossa, digo, na minha, digo, na dele, ah sei lá, na vida que temos e ponto!

A Vida, essa Puta

4 de agosto de 2008

Eu: Então, a vida é uma puta!
Ela e Ele: Poxa, como assim?
Eu: Veja bem, ela vive nos fodendo e cobra um preço altíssimo por isso, portando, uma puta!

Ele: Mas sempre surge aquela dúvida, “é a vida que fode com a gente, ou a gente é que fode com a vida”?
Eu: Continua sendo uma puta…

Ela: Certo mas, as vezes, ela nos dá prazer, não é mesmo?
Eu: Então, uma puta.

Eu, Ela e Ele: É, uma puta…

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Notas do Editor:

1- Conversa fictícia elaborada a partir de trechos separados, e conjuntos, de conversas com Ela e Ele.
2- Em tempo, agradecimentos especiais para Ela e Ele.

A minha banda

1 de agosto de 2008

Eu tenho uma banda gaúcha. O nome dela, você mesmo pode ver no título deste texto. Mas eu vou repeti-lo porque é um nome muito feio para ser dito duas vezes. Eu adoro a feiúra. Jin Jin annd the Pin Up, com dois ênes no and.

Era para ser uma banda paulista experimental. Mas os experimentos precisavam ser aplicados. Então, pelo mesmo motivo que Einsten resolveu falar para alguém que estava fazendo uma bomba atômica, resolvi passar no cartório e mudar a residência da minha banda para o Rio Grande do Sul. Porque hoje, as qualidades possíveis de uma banda são: boa sonoridade, hits frenéticos, boa melodia, tudo o mais. Mas a principal qualidade que a banda pode ter é: ser gaúcha. E é essa qualidade, a qualidade primordial, que torna uma banda conhecida.

Cantamos também com o sotaque gaúcho. Não nos é difícil improvisar o sotaque, porque já estávamos acostumados a utilizá-lo na hora de conseguir os melhores contratos nas gravadoras e as melhores peças nas churrascarias.

Agora que faço sucesso, são três os tipos de pessoas que entram em contato com a minha música. Tem os idiotas, que gostam só porque faz sucesso; tem os bobos, que não gostam só porque faz sucesso; e tem os fãs que valem a pena, que gostam apesar de fazer sucesso.

Os fãs me escrevem e-mails e eu lhes respondo sempre assim: “Este e-mail não pôde ser entregue. Tente novamente ou desista.” Metade deles tentam novamente, e eu respondo da mesma forma. E então, um quinto deles tentam novamente - 10% do número inicial. A estes, escrevo uma mensagem assim: “E aí, qual é a boa? Vamos conversar.” É assim que faço amizades virtuais através de minha banda.

Toco baixo, berimbau, piano e bateria. Também improviso no violão, no teclado, bato palma e pandeiro. Sim, sim, também temos músicas.

Perguntam-me freqüentemente das influências. Respondo que meu pai, minha avó e, sobretudo, minha noiva são uma grande influência em minha vida. Aí o repórter diz: “influência musical, quero dizer.” Musical, nenhuma. Não gosto de ouvir música. Agora, tenho uma certeza influência dos gaúchos, no sotaque.

O moleton vermelho

31 de julho de 2008

Eu mal acordei e já estava te beijando. Era o mesmo beijo de sempre; gostoso, excitante, instigante. De repente parecia só um sonho. As cenas se confundiam, fiquei sem saber se acordava ou se tentava dormir. Seu gosto e seu cheiro não me largam. Sinto sua boca, ouço sua voz sussurrando no meu ouvido.

De repente viro pro lado e  a cama parece grande demais pra mim, e percebo que está quase vazia.  Estou sozinha ali, esperando você chegar, mas me enganando, pois sei que isso não vai acontecer. Vejo seu bilhete, com uma letra apressada e confirmo meu temor. Você se foi sem deixar rastro. Um simples “Adeus querida”, e tudo acaba assim, muito diferente de quando começou. Exalávamos paixão, tesão. Até amor, eu diria.

A noite foi excelente, como não era há tempos, mas pelo visto você não concordou. Achou que te forcei a estar ali. Uma pena, mas agora é tarde demais. Sabia que seria em vão te procurar, por isso mesmo nem tentei.

Às vezes penso que gostaria de ser burra, não entender o que se passa minha volta, não me preocupar com nada e assim não sofrer. Mas não consigo. Sou uma romântica incurável, extremamente passional e nada racional.

Com muito esforço, saio da cama e respiro fundo pra encarar o dia ensolarado e quente que nasce lá fora. Sei que vai ser cruel ver maioria das pessoas felizes com a aproximação do final do ano, mas não posso fugir disso, assim como das inevitáveis perguntas sobre você. Tento disfarçar, mas é em vão. A decepção e tristeza em meu rosto são visíveis e não há consolo que faça com que me sinta melhor.

Passo o dia trabalhando isolada, só atendo telefonemas imprescindíveis, falo o mínimo possível. Não tive fome, só saía da minha mesa para ir ao banheiro e nem água bebi.

As poucas vezes que paro pra pensar, é em você; e em como uma pessoa consegue em tão pouco tempo transformar nossa vidinha banal numa existência mais do que perfeita. E pouco tempo depois, assim de uma hora pra outra jogar tudo fora com uma frase curta e impactante: “Eu sou gay”.

“Como? Como não percebi nada? Como nunca ninguém percebeu? Ele era bom na cama, parecia que me amava”. Só pude pensar que era mentira, ou ele soube disfarçar muito bem. Não quis saber mais nada a respeito, a notícia, era suficientemente chocante para que tivesse coragem de buscar uma resposta às minhas dúvidas. Com o tempo, talvez encontrasse alguma.

Tudo que consegui fazer quando saí do trabalho, foi passar num cabeleireiro. Mas não para ficar mais bonita, como a maioria das mulheres faria. Pedi que cortassem todo o meu cabelo, aquele mesmo que havia cultivado durante anos. E radicalizei. Cortei literalmente todo, fiquei careca como um homem. Passei a não me cuidar tanto, engordei, minha pele piorou. Tudo de propósito, pois queria ficar feia para provar a mim mesma que desse modo nenhum homem me olharia, não teriam interesse por mim e quem sabe assim até abdicaria dos prazeres da carne para sempre, evitando sofrimento.

Para meu espanto, muitos homens passaram a me admirar. Recebia cantadas, olhares admiradores e propostas indecorosas. Até que num daqueles dias nos quais se sai sem a mínima pretensão de estar bonita, de calça, moleton e boné, um homem muito familiar senta ao meu lado na padaria e me confundindo com um alguém, vira para mim e diz: “Você fica lindo de vermelho, sabia?”. 

O cachorro e a mulher

25 de julho de 2008

Nada de anormal acontece, uma vez que a mulher não estava latindo e quem abanava o rabo era o cachorro. Os dois ofegavam, mas era o cachorro quem fazia mais barulho. Quem usava a correntinha era o cachorro, apesar de a mulher portar um colar de coração.
 
No bolso da mulher, dois sacos plásticos. Um era para ser usado quando o cachorro fizesse cocô e tivesse alguém olhando; o segundo era para se já tivesse usado o primeiro e o cachorro resolvesse defecar justamente quando tivesse outra pessoa olhando. O cachorro nunca fazia cocô três vezes.
 
Passou outro cachorro do outro lado da rua e foi o cachorro quem latiu e a mulher quem o controlou. Foi no pescoço do cachorro que doeu quando a coleira foi puxada e foi a mulher quem disse “xiu, xiu, xiu!”
 
O cachorro se acalmou e foi ele quem puxou a coleira para ir à arvore que estava na sombra. E ele também quem levantou a perna e fez um xixi espesso. A mulher foi quem ficou corada quando passaram três rapazes sem camisa de bicicleta.
 
Nada de anormal. Um dos rapazes grita:
 
- Cachorra!
 
Aquele shortinho não era para ser usado por uma mulher ao meio dia de uma quarta-feira nublada.

Viajar sozinho

24 de julho de 2008

Não sei se é exatamente algo típico do aquariano mas, como tal, prezo demais a minha liberdade. Adoro ficar sozinha de vez em quando, pensar na vida, tomar decisões importantes. Não importa. O fato é que a solidão me faz muito bem, mas nunca imaginei que essa filosofia de vida pudesse ir tão longe.

Alguns anos atrás tive a oportunidade única de fazer uma super viagem e acho que durante um mês procurei alguém que pudesse ir comigo e depois de, em vão, tentar todas as possibilidades tive que optar por não ir ou ir sozinha. Pensei por uns dias e eis que pra minha alegria decidi passar 15 dias em Barcelona.

A viagem na realidade não seria 100% solitária, pois iria para a casa de uma amiga brasileira que na ocasião morava lá há um ano. Mas ela já tinha me prevenido que por estar estudando e trabalhando não teria muito tempo pra me fazer companhia.

Pelo menos me buscaria no aeroporto e depois da chegada em casa grande parte da viagem seria eu e Deus me protegendo. Medo? Um pouco. Frio na barriga e pavor de não conseguir me comunicar? Muito!!!

Me surpreendi comigo mesma já no primeiro dia da viagem, quando a máquina fotográfica resolveu brigar comigo e tive que pedir ajuda em espanhol a uma atendendente de uma daquelas lojinhas de turista. Deu certo, até dois dias depois quando fui roubada e essa mesma máquina foi levada cheia de fotos irrecuperáveis.

Mais desafio pela frente, comprar uma máquina nova, tendo que explicar certos detalhes para um catalão. Me saí bem, foi mais fácil do que pensei.

O poder de desinibição e desenvoltura que eu jamais imaginei que tivesse aflorou de primeira. Como passei muito tempo sozinha, me vi diversas vezes em situações as quais teria que resolver na hora, ou teria problemas.

Outra grande alegria de fazer uma viagem assim, foi o prazer em não ter que dar satisfações a ninguém, em momento algum. Se quisesse ficar meia hora sentada apenas vendo o movimento, ficava. E assim o fiz inúmeras vezes. Consegui passar imune a duas perseguições por bêbados na hora mais deserta da cidade, a tão famosa ciesta. Fui abordada algumas vezes por drogados me pedindo erva, fui engabelada por vendedores africanos que me deram troco com uma moeda esquisita e, o pior, fui a um shopping center onde no mesmo dia houve um assassinato.

Mas não ter com quem fazer um comentário, rir de uma cena, pedir um trocado emprestado, são decididamente detalhes que fazem falta, mas que nunca mais me impedirão de sair por aí conhecendo o mundo.

Desespero.com

21 de julho de 2008

Pois graças ao texto sobre as frases animadoras, a Lia (companheira de Gardenal1), indicou o sensacional site da Despair, Inc.

Produtos exclusivos e de fino humor, deixando bem claro que quando a situação está ruim e você acha que nada vai dar certo, bem… Realmente nada vai dar certo!

Só como amostra, aqui vão alguns Demotivators, que podem “melhorar” o seu dia…

Achievement
[“You can do anything you set your mind to when you have vision, determination, and an endless supply of expendable labor.]

Ambition
[The journey of a thousand miles sometimes ends very, very badly.]

Cluelessness
[There are no stupid questions, but there are a LOT of inquisitive idiots.]

Doubt
[In the battle between you and the world, bet on the world.]

Losing
[If at first you don't succeed, failure may be your style.]

Tradition
[Just because you've always done it that way doesn't mean it's not incredibly stupid.]

Mas, de longe, a minha peça favorita é a Pessimist Mug. Enjoy your drink!

Pessimist Mug
[eu preciso de uma dessas...]

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Notas do Editor:
1- Pescaram a sutileza do lance do Gardenal?

Telefonemas e Uma Carta

17 de julho de 2008

Cacilda era uma mulher de quarenta anos, solitária, que vivia com a mãe viúva num sobrado de um bairro simples de Curitiba. A cada dia, sua carência e solidão machucavam mais.

Porém, até alguns anos antes era tudo muito diferente. Tinha uma vida agitada, vários amigos, e muitos, muitos namorados. Mas infelizmente nenhum dos relacionamentos durou mais do que dois anos, talvez por ter fama de namoradeira.

A questão é que agora, depois de três anos sem namorar, fazendo um balanço dos seus romances, lembrando de cada homem com quem se relacionou, decidiu procurá-los, não necessariamente para tentar reaproximação com algum deles, mas para saber como estavam ou entender o porquê de nenhum namoro ter dado muito certo. Resgatou suas velhas agendas e começou a anotar os nomes e telefones daqueles que julgava que valiam a pena.

Ao contrário do que ela mesma considerava mais lógico, começar em ordem alfabética, começou por aqueles que mais havia amado, com quem julgava que teria mais assunto, ou com quem seria mais fácil conversar.

Respirou fundo e pensou no que diria a cada um. Primeiro teve a idéia de criar um diálogo único, mas mudou de idéia e começou a escrever um para cada, mesmo sendo dezesseis situações diferentes. Achou insensato e acabou optando pela naturalidade, falar o que desse na telha com cada um deles. Passou o final de semana amadurecendo a idéia, pensando no que viveu com cada um, no que diria e no que poderia acontecer.

Na segunda feira de manhã com o coração palpitando, ligou para o Sérgio.

Não foi muito simpático, e depois de dois minutos de conversa soube que estava casado, assim como o João, o Edvaldo, o César, o Bola e o Júnior. Fora o número de filhos que cada um tinha, que variava de um a cinco.

Bateu uma depressão profunda e ela simplesmente foi queimando todos os vestígios dos números dos telefones desses homens para não cair em tentação e voltar a ligar um dia. Desanimada, resolveu abortar o plano, até que no final do dia recebeu no trabalho o telefonema do Mário. Como não lembrava de ninguém com esse nome quase dispensou o sujeito, mas ao ouvir sua voz grossa, seu modo gentil de falar e perceber um certo nervosismo pensou duas vezes e resolveu encarar.

Ele se identificou como irmão do Bola. “Logo do Bola”, pensou ela, a grande e inesquecível paixão da sua vida. Esse tinha sido seu relacionamento mais longo, durou um ano, onze meses e treze dias. Nunca se conformou de por apenas dezessete dias não ter chegado aos dois anos de namoro. Jamais havia esquecido dele, e confusa, não entendeu o motivo que fazia seu ex-cunhado ligar.

Com exceção do momento em que se identificou, Mário praticamente não tocou mais no nome do irmão, e disse que estava ligando para contar um segredo há muito tempo guardado e que mudaria a vida de todos os envolvidos, mas não sabia por onde começar.

Ela achava, e jurava que o telefonema estava sendo feito a pedido de Bola e quando sugeriu isso a Mário, ele ficou indubitavelmente enfurecido.

Após ela ter pedido desculpas, ele repentinamente começou a falar, visivelmente tenso:

— Cacilda, é o seguinte. Quando você namorava o safado do meu irmão eu fiquei…

A conversa foi brutalmente interrompida por alguns gritos incompreensíveis do outro lado da linha, alguém supostamente arrancou o telefone da mão do Mário e desligou o telefone.

Era inacreditável o que havia acontecido. Ela não tinha o telefone do Mário, e até poderia tentar descobrir novamente o do Bola, mas como não fazia idéia do que tinha acontecido anos atrás, e com medo do que havia acabado de ouvir, achou melhor arquivar o assunto e morrer com essa curiosidade, sem comentar nada com ninguém.

Três dias depois jurou ter visto Bola num carro, perto do seu trabalho no final da tarde, mas não houve como chamá-lo. Jurou que nunca mais pensaria no assunto e esqueceria do que aconteceu naquela segunda-feira.

Na manhã seguinte, foi anunciado no jornal local o assassinato do empresário Mário Silva pelo irmão, que em seguida cometeu suicídio. Cacilda ficou chocada, estarrecida. Mas o pior estava por vir. A mesma reportagem mostrou que um papel foi encontrado junto aos corpos, datado da noite do assassinato, cuja única palavra escrita era “Cacilda”, com uma letra que diziam ser de Mário.

Só restava a ela torcer para que a polícia nunca a encontrasse, pois naquele momento passou a ter muito medo do passado que ela desconhecia.

Sobre a Falitude das Frases Animadoras

15 de julho de 2008

Em certos momentos de nossas vidas, ouvimos uma série de frases animadoras das mais diversas pessoas. Mas, se pensarmos bem nelas – nas frases, não nas pessoas – será que elas passam incólumes por uma análise mais profunda?

Vejamos:

“Don’t worry about a thing, cause every little thing is gonna be all right.”
Mas… E quanto às grandes coisas? Essas continuam na mesma?

“Pensamento positivo, que você conseguirá o que quer!”
Ah sim, deve ser por isso que ganho na loteria semana sim, semana não.

“A vida é bela e cheia de possibilidades.”
Inclusive as possibilidades ruins, certo?

“Até um pé na bunda te empurra pra frente.”
Claro… E você ou cai de cara no chão, ou fica olhando pra trás sem ver o caminho.

“Pelo menos do fundo (do poço) só dá pra subir.”
Sim, com paredes lisas e verticais… Afinal, eu sempre carrego o meu kit de alpinismo.

“Se não foi, não era para ser mesmo.”
Bem, essa nem exatamente animadora chega a ser…

“O destino está guardando algo melhor para você.”
Então pega esse filho da puta pr’eu acabar com a raça dele!

Bom, acho melhor parar por aqui, antes que os que andaram dizendo essas frases resolvam acabar é com a “minha raça”.

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Notas do Editor:
1- Notem que essa foi apenas uma forma para o Muta tentar expressar todo o azedume dele de uma forma bem humorada.
2- Desconfio que isso se chama sarcasmo.
3- Portanto não achem ninguém mal agradecido.
4- Especialmente os que disseram coisas assim recentemente.
5- E daí que não existe a palavra falitude?